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Situada no pavimento inferior com capacidade para 317
espectadores, a Sala Gil Vicente tem recebido grandes
produções do contexto nacional nestes anos de sua
existência. O nome desta sala é uma singela homenagem ao
grande escritor Gil Vicente.
Mas quem foi Gil Vicente?
Pouco
se sabe sobre a vida de Gil Vicente. Pensa-se que terá
nascido por volta de 1465, em Guimarães ou algures na
Beira. Duas vezes casado, teve cinco filhos, dos quais os
mais conhecidos são Paula Vicente, que deixou fama de uma
mulher vulgarmente culta, e Luís Vicente, que organizou a
primeira Compilação das obras de seu pai.
No início do século XVI encontramo-lo na corte,
participando nos torneios poéticos que Garcia de Resende
documentou no seu Cancioneiro Geral.
Em documentos da época há referência a um Gil Vicente,
ourives, a quem é atribuída a famosa Custódia de Belém
(1506), obra-prima da ourivesaria portuguesa do século
XVI, e a um Gil Vicente que foi "mestre da balança" da
Casa da Moeda. Alguns autores defendem que o dramaturgo, o
ourives e o mestre de balança seriam a mesma pessoa, mas
até hoje não foi possível provar isso de forma
incontestável, embora a identificação do dramaturgo com o
ourives seja mais credível, dada a abundância de termos
técnicos de ourivesaria nos seus autos.
Bibliografia:
Auto da Visitação (1502)
Auto Pastoril Castelhano (1502)
Auto dos Reis Magos (1503)
Auto de S. Martinho (1504)
Auto da Índia (1509)
Auto da Fé (1510)
Auto das Fadas (1511)
O Velho da Horta (1512)
Exortação da Guerra (1513)
Auto da Sibila Cassandra (1513)
Comédia do Viúvo (1514)
Quem tem farelos (1515)
Auto dos Quatro Tempos (1516)
Auto da Barca do Inferno (1517)
Auto da Barca do Purgatório (1518)
Auto da Alma (1518)
Auto da Barca da Glória (1519)
Auto do Deus Padre (1520)
Comédia de Rubena (1521)
Cortes de Júpiter (1521)
Auto da Fama (1521)
Pranto de Maria Parda (1522)
Farsa de Inês Pereira (1523)
Auto Pastoril Português (1523)
Auto dos Físicos (1524)
Frágua d'Amor (1524)
Farsa do Juiz da Beira (1525)
Farsa das Ciganas (1525)
Dom Duardos (1525)
Templo d'Apolo (1526)
Breve Sumário da História de Deus (1526)
Diálogo dos Judeus sobre a Ressurreição (1526)
Nau d'Amores (1527)
Comédia sobre a Divisa da Cidade de Coimbra (1527)
Farsa dos Almocreves (1527)
Auto Pastoril da Serra da Estrela (1527)
Auto da Feira (1528)
Auto da Festa (1528)
Triunfo do Inverno (1528)
O Clérigo da Beira (1530)
Jubileu d'Amores (1531)
Auto da Lusitânia (1532)
Auto de Mofina Mendes (1532)
Romagem de Agravados (1533)
Amadis de Gaula (1533)
Auto da Cananeia (1534)
Floresta de Enganos (1536) |
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